very important
Dica da Liz (sim, somos da Z/O, kkkkk):
nesses tempos de shopping vazio e estacionamente lotado (alguém me explica esse fenômeno? sou só eu que passo por isso?) o Raposão aqui do lado está com a área VIP aberta, cortesia. Sim, de graça, como o estacionamento.
Diálogo homem e mulher:
- Amor, você viu que o estacionamento VIP tá aberto?
- Vi, mas eu prefiro estacionar eu mesmo.
- Tá.
- Hum.
- É assim que se ganha uma cliente.
- Que você tá falando? Eu tô tentando estacionar!
- Eu disse que é assim que se ganha uma cliente! Você não estava reclamando que no Eldorado o estacionamento aumentou e eu tive que ficar com você de tromba um tempão e até hoje tá dizendo que aquele shopping é um lixo? Então, aqui além de não cobrar, ainda estacionam de graça pra você. Aí amanhã eu acordo e escrevo na comunidade! Não é bom esse marketing deles?
- Sim, sim, sim, eu adoro esse shopping… agora desce logo daí que eu quero chegar antes da novela!
Historinha curiosa 1
Meses atrás, um casal de amigos anunciou que estavam grávidos e, no mesmo dia, anunciaram também a data do parto. Não, não era a DPP, era a data da cesárea, já agendada no momento do beta HCG positivo!! Não sou daquelas que levanta a bandeira do parto normal em todas as circunstâncias, mas também não gosto dessa escolha por capricho da mãe, pra escolher a data, o signo ou a conjunção astrológica mais propícia pro bebê ser um possível ganhador de prêmio Nobel ou sei lá o quê.
(por princesabella)
boa noite!
já é tarde. você abre pela última vez no dia sua caixa de emails, e encontra uma mensagem da Ju que termina com o seguinte parecer: trabalhar nem sempre necessita de neurônios. pelo menos meu trabalho, nem sempre, kkkkkkkkkkkkkkkkk. precisa só ter um saco de Jó. mas isso com a maternidade só melhora, né? a elasticidade do saco. coisa impressionante. ai, eu me divirto muito.
hora do jantar
ou “mais um pouco sobre os homens”
ele: acabou a lasanha?
ela: sim, foi metade-metade. a sua metade um pouco maior.
ele: ah, então quer pegar um pedaço meu?
ela: não, você é homem. machos precisam comer mais, esqueceu?
ele: não é por ser homem, é por ser maior.
ela: não, é por ser homem mesmo. o seu metabolismo é bem mais rápido que o meu. os homens têm menos reservas que as mulheres.
ele: então deve ser porque a gente produz milhões e milhões de espermatozóides sem nunca parar.
ela: é, pra gerar milhões e milhões de outros homenzinhos, dominar o planeta e depois destruir o planeta.
ele: é, faz sentido…
pergunta
da série “dúvidas de uma mãe moderna”
considerando-se que eu não uso agenda, nem calendário de bolso, nem nada parecido, é errado usar o calendário da agenda escolar da minha filha pra marcar o meu ciclo menstrual…?
um pouco sobre os homens
meia noite, sessão tv a cabo, antes de dormir, no quarto do casal:
eu: ah, nããããão!!! Alien versus Predador, de novo, nããããão!!!
ele: (risos maléficos)…
humpf, homens e seu incontrolável e autoritário poder sobre os aparelhos de controle remoto.
meses depois… (juro) meia-noite, no mesmo quarto, do mesmo casal, na velha e boa sessão tv a cabo de antes de dormir:
eu: ah, nããããão!!!
ele: o queee???
eu: Alien versus Predador, de novo, nããããão!!!
ele: ah, tá, já vou mudar. é que eu gosto de ver os monstros.
eu: aaah, tá.
homens, homens…
zoológico: um mico de domingo
ou mais uma crônica da série “trapalhadas de uma mãe culpada”
num certo domingo, mais de um ano atrás…
comecemos então pela culpa. sim, sempre ela. dessa vez eu me sentia culpada porque sábado o maridex foi andar de bike, como todo sábado, e ficamos, eu e a Ana, “trancadas” o dia todo no apê. tudo bem que o dia não estava uma beleza, não inspirava um lindo passeio ao ar livre nem nada. mas minha filha está na fase em que qualquer voltinha no quarteirão é uma aventura, cheia de novidades e estímulos interessantes para o seu desenvolvimento. eu podia ter feito qualquer coisa com ela, ido até a padaria comprar pão de queijo, até o Sacolão comprar laranja, até a feira comprar pastel ou até lá embaixo, no prédio mesmo, que ela já teria se sentido “passeada”. e eu, menos culpada. mas não. eu não queria. eu estava assumidamente preguiçosa. eu já sou preguiçosa mas, quando assumo, desencana de mim: tartaruga dentro do casco.
à noite ela dormiu e ficamos, os pais culpados, tramando alguma coisa bem legal pra fazer no domingo. não precisava ser nada demais porque a previsão do tempo não era super animadora e porque, pra Ana se divertir um pouco, não precisava de muito. a gente podia ir ao parque e alugar uma bicicleta com cadeirinha pra pedalar com a Ana. ou então, inventei na hora, zoológico! o Carlão se animou e pronto, ficou assim decidido que iríamos. na minha cabeça seria o melhor passeio do mundo. nós três, os animais, a natureza, piquenique, a minha filha sendo apresentada pessoalmente ao fascinante mundo dos bichos… já fazia muito tempo que eu queria ir ao Zoo, mesmo antes de engravidar. quando eu era pequena, a gente fazia sempre excursões com a escola. muita falta de criatividade, o destino era quase sempre o zoológico. mas era sempre legal. e eu nunca mais fui… nem uma garoa fina que ameaçou cair na hora de sair de casa foi capaz de me desanimar. “vamos mesmo? mas é claro que vamos!”.
ah, a cidade grande… quantas opções de passeios nós temos, os sortudos habitantes da maior metrópole da América do Sul! mas naquele domingo, metade da cidade de São Paulo, incluindo a nossa linda família, e mais uns outros visitantes intrometidos, que resolveram sair lá da paz de suas cidadezinhas, resolvemos todos ir ao mesmo lugar. shoppings, parques públicos, teatros, cinemas, festinhas infantis, museus, restaurantes, shows… não, naquele domingo, nada disso era melhor do que o Zoológico de São Paulo.
um mar de carros pra estacionar, um mar de gente pra comprar ingresso e, óbvio, um mar de gente andando dentro do parque, se aglomerando pra tentar ver os bichos que pareciam estar mal-humoradíssimos. e eu, bem rapidamente, comecei a concordar plenamente com eles. e a Ana também. porque ela já estava morrendo de sono, não conseguia nem direcionar o olhar quando a gente mostrava alguma coisa interessante (“olha a zebra pastando!”, “olha lá o macaco dormindo com a mãe dele!”, “olha as girafinhas comendo, que fofas!”…). dei almoço pra ela, sentada na sarjeta da ruazinha mais tranqüila que conseguimos encontrar. nem um banco desocupado, nem um refúgio tranqüilo…
andamos pra caramba, fizemos um puta exercício físico! empurrar carrinho, carregar sacola, carregar a Ana, controlar a Ana que desembestava a andar sozinha, nas subidas e descidas, no meio daquela multidão…
vimos alguns – poucos – bichos legais. e descobri que a maioria absoluta das pessoas quer mesmo é ver o leão. toda família que a gente cruzava estava no mesmo assunto. um pai: “se continuar fazendo birra, a gente vai embora sem ver o leão!”, um filho: “ah, mas eu queria ver o leão!”, uma vó: “olha lá, tá chegando a hora de ver o leão, então comporte-se!”. eu também gosto do leão, até criei um certo frisson na minha cabeça, pensando na hora de ver o leão (que não colaborou em nada e ficou lá deitado, em cima de um morrinho, virado de costas pra nós; com sorte, vi uma pequena parte das costas do leão). mas eu queria era ver todos, com calma, poder ficar lá observando por mais de um minuto, sem ter que disputar espaço nas grades com milhões de pessoas desesperadas pra ver e tirar fotos de tudo. dois ursos estavam super fofos, brincando na água, bem na hora que a gente passou por eles. vi de relance, quem disse que eu consegui um vãozinho pra olhar? ai, que saco!
resolvemos então ir embora, quando a Ana já estava apresentando sinais claros de que não agüentaria acordada por mais muito tempo. e também, porque não dava pra continuar naquele estresse. eu bem que tentei levar numa boa, mas não deu, não dava. e ela dormiu mesmo, durante o longo caminho que percorremos entre os últimos bichos que vimos (ou tentamos ver) e o carro (que estava a quilômetros de distância).
ai, que decepção! eu fiz planos mirabolantes pra minha filhota se divertir num domingo agradável em família e, no entanto… ela não viu o leão, provavelmente não lembra dos bichos que viu, perdeu a hora da soneca oficial da tarde e se cansou à toa.
nós, os pais culpados, voltamos pra casa, cansados, com fome, pensando que: sim, podemos voltar ao zoológico daqui uns anos, com a Ana mais crescida e – o principal – durante a semana!, e tentando não nos culpar tanto, por termos forçado a barra pra aliviar a culpa inicial, não prevendo que o passeio seria uma furada. mas foi.
e no fim, ficou uma pontinha de culpa. sim, sempre ela…
dor no coração
e por falar em hermanos que estão longe…
minha irmã de coração, que tá looonge de verdade, lááá do outro lado do planeta, me escreveu pra contar que minha afilhadinha querida acidentou-se na última segunda-feira. o anjo da guarda dela vacilou. o pai foi levantar com ela nas costas de cavalinho, ele teve um teto preto e caiu pra trás, por cima dela. ela quebrou dois ossos da perna esquerda, passou por uma cirurgia, colocou pinos…
tá se recuperando super bem, mas foi um baque. e estar tão longe é incrivelmente doloroso nessa hora. é duro não poder fazer nada além de pensar coisas boas e desejar com todas as forças que eles passem por isso da melhor maneira possível. porque além de estar com o coração partido pela minha queridinha, fico pensando na situação deles todos, na culpa do pai de ter participado do episódio e não poder fazer nada pra evitar o sofrimento da filha. a gente bem sabe que não tem nada pior pra qualquer pai e mãe do que ver um filho machucado, ferido, ou doente, né… é ruim demais.
então, toda energia do mundo pra minha irmãzinha que vai ter que cuidar da pequena acidentada com a maior paciência, que ainda tem o caçula pra tomar conta, e uma casa inteira pra limpar e arrumar todo santo dia.
e toda força do mundo pra minha florzinha de maracujá, que logo estará inteirona espuletando por aí, linda como sempre!
